terça-feira, 21 de março de 2017

Opinião: Vic Triunfo - Caio Tozzi

    Oi pessoal! Tudo bem? Essa semana tem sido muito boa para mim, e o cansaço ainda não bateu forte em mim, e espero que eu consiga segurar os bocejos até sexta-feira, mas enfim...
     Todos sabem como é raro termos mais de um post por semana aqui no blog, mas essa semana, decidi vir aqui mais uma vez para dar minha opinião sobre essa última peça que vi. Estou falando de Vic Triunfo, monólogo em cartaz e assunto do post de hoje. Vamos lá?

Nome da Peça: Vic Triunfo
Autor original: Caio Tozzi
Diretor: Caio Tozzi
Elenco: Renata Bortoleto
Classificação: 12 anos
Tempo de Duração: 70 minutos
Horários: Sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 19h. Em cartaz de 03/03 à 26/03.
Local: Viga Espaço Cênico - SP
Preço: R$30 (inteira); R$15 (meia-entrada).

Sinopse: O monólogo VIC TRIUNFO conta a história de Victória, uma mulher que carrega em sua vida o feito de ter vencido a morte três vezes, mas que descobre que sobreviver não significa nada e passa a buscar um novo caminho para entender sua existência. Após oito anos de carreira como atriz, esta é a primeira vez que Renata Bortoleto sobe ao palco em um solo. A produção também marca a estreia de Caio Tozzi na direção e na dramaturgia de montagens teatrais, ele que é escritor, roteirista e diretor de documentários, como A vida não basta.


Opinião


    Eu nunca tinha assistido um monólogo na minha vida.
    Pronto, falei. Apesar de sempre ter admirado bastante a arte do teatro, eu nunca havia visto um monólogo. Pelo menos, não antes do último domingo (12/03), quando, dando continuidade à minha meta de ir mais ao teatro esse ano, eu fui , pela segunda vez consecutiva, ao Viga Espaço Cênico. O fato é que eu gostei bastante desse teatro, que apesar de simples, é muito bonito e bem decorado. Dessa vez, decidi levar uma amiga junto comigo. Por termos ido num domingo, a peça começou mais cedo, às 19h, e a apresentação ocorreu dentro da Sala Piscina, um espaço menor para 40 pessoas. Lá, quase todos os lugares lotados. Eu e minha amiga ficamos na segunda fileira, bem no meio, com uma visão plana e linda de tudo o que estava para acontecer.
     O cenário era bem simples; a iluminação e música, também; o elenco contava com apenas uma atriz com apenas um figurino durante todos os 70 minutos de peça, e muito ficava à cargo da imaginação do espectador. Com toda essa simplicidade aparente, é difícil prever, inicialmente, o quão longe Vic Triunfo consegue chegar em sua proposta de retratar a vida e os dilemas de uma mulher que superou a morte três vezes, mas que continua confusa sobre si mesma e sua existência, apesar de ter tudo o que poderia querer.
     O que mais chama a atenção nos setenta minutos de peça é, sem dúvidas, a atuação de Renata Bortoleto. Quando se trata de um espetáculo composto por apenas uma atriz, é praticamente impossível deixar a peteca cair na hora H. Ciente disso, Renata consegue, desde o começo, chamar a atenção do público que a assiste. Mais do que isso, há momentos em que você sente ela falar com você, diretamente para você, e é possível sentir a aflição e o drama da personagem Vitória desde o princípio. Ponto para a escolha. A criatividade, desde as escolhas de narrativa até ao figurino e iluminação, também é outro ponto bem trabalhado, uma vez que o tom um pouco mais cartunesco da peça não escapa do nosso olhar desde o primeiro momento.
      O roteiro também merece destaque. Certas escolhas técnicas, quase minimalistas, fazem toda a diferença, tanto nos diálogos com outros personagens/público, como na hora de guiar a história pelo devido caminho, nos aprofundando na história da personagem e em seu universo sem quebrar o ritmo da peça, esta, alias, que encontra o seu único defeito ai: a duração.
       Embora não hajam pontas soltas e a maioria daquilo que começa termina na mesma cena, no final, há a impressão de que Vic Triunfo poderia ter seguido por uma linha um pouco mais reta e objetiva para alcançar o seu objetivo, considerando que um ou dois momentos soaram desnecessários, e não auxiliaram em nada para que o público captasse a mensagem da peça. Talvez um espetáculo de uma hora ou menos fosse o suficiente.
       No fim, Vic Triunfo não consegue ser perfeito, mas é uma ótima pedida para qualquer um que esteja a fim de ver um bom monólogo. Eu mesmo nunca havia visto um, e confesso que veria de novo. Que tal conferir e pedir por mais uma temporada, hein? O espetáculo está em cartaz até o dia 26/03. Não perca essa chance!

Nenhum comentário:

Postar um comentário