segunda-feira, 27 de março de 2017

Conto #11 - A Caminhada

Oi pessoal! Tudo bem com vocês? As últimas semanas estão passando muito bem para mim, e apesar de um certo cansaço, eu não consigo evitar passar por aqui para escrever alguns posts de vez em quando. Semana passada mesmo foram três posts! Quem dera eu pudesse repetir esse feito todas as semanas... Mas já que muitas vezes um post por semana é o máximo que consigo fazer, é melhor que esse post seja bem feito, como o de hoje, por exemplo.
Dando continuidade à série Por Trás de A Verdadeira Morte, hoje vamos falar do penúltimo conto da coletânea. Trata-se de uma história sobre crescer, amadurecer e um dos pontos finais que eu coloquei na reta final da antologia. Com vocês, A Caminhada:



   Eu acho que perdido é o jovem que não pensa naquilo que quer fazer depois do ensino médio; que não cria expectativas, não faz metas ou que não tenha sonhos e objetivos para alcançar. A grande maioria de nós possui um desejo sobre o que pretende fazer no futuro e na vida, e é para essa maioria que eu escrevi A Caminhada.
   O conto fala sobre um adolescente chamado Guilherme que está prestes a terminar o ensino médio e que se encontra com diversas questões pendentes em sua vida. Ele ainda não se decidiu sobre a faculdade, está enrolado com uma garota que ele gosta e teme pelo fim da amizade com seus amigos após o término da escola, já que cada um pretende seguir um caminho diferente.
   Essa questão de crescer e amadurecer é um tema que está presente por todo o livro, mas que pesa mais forte aqui justamente por ter sido escrito como um desabafo meu. Na época, a grande incerteza sobre o quê eu queria para o meu futuro e se eu iria conseguir me manter no mundo da literatura era algo que dava voltas e voltas na minha cabeça,  e eu acabei sofrendo por não conseguir continuar textos que eu já havia começado na época, como Gasolina e Grito (de Guerra), tudo porque eu estava perdendo a motivação. Então decidi fazer uma das minhas "sessões de terapia", e coloquei para fora todos os meus dramas em A Caminhada.
  Eu fiz junção da pessoa que eu era naquele momento e de quem eu achava que seria quando estivesse no final do meu ensino médio, e consegui fazer grande parte do conto em um dia.
   O grande problema foi o final. Não sei se já perceberam, mas esse conto possui uma origem e um tema que são bastante pessoais para mim, e talvez por eu não saber como e quando é que minha história termina, é que esse, junto com o também bastante pessoal Orgulho e Paciência possuem finais um pouco mais abertos e implícitos do que o restante das histórias.
   No conto, o protagonista acaba por resolver os seus problemas durante uma volta a pé da escola para casa. Sozinho com os seus pensamentos, ele começa a refletir sobre como foi o seu último ano e,  com isso, ele acaba argumentando com si mesmo sobre seus problemas de modo que ele consiga, finalmente, achar uma solução para eles (dai o título A Caminhada).
   Eu considero que essa progressão vem da minha crença de que, muitas vezes, as respostas estão dentro de nós, e só precisamos ouvir o que está dentro de nós para resolvemos as questões mais complicadas. No caso de Guilherme, ele conseguiu fazer isso durante uma silenciosa caminhada, na qual ele conseguiu ficar sozinho com seus problemas; no meu caso, eu fiz isso ao escrever aquilo que me perturbava na forma de uma história que poderia ajudar outras pessoas, o que, no fim das contas, é o meu método favorito de desabafar: contando histórias. 
   O motivo pelo qual esse conto é o penúltimo da coletânea é porque ele traz um grande conflito interno que o personagem tem com si mesmo e que muitos adolescentes também possuem com si mesmo, sendo um ponto de conexão poderoso entre a adrenalina de Gasolina e a reflexão de Renascer. Sem falar que é uma linda história que eu sinto orgulho em dizer que criei.

Bom pessoal, por hoje é só! Espero que tenham gostado do post de hoje. Semana que vem estaremos indo para o último post da série Por Trás de A Verdadeira Morte, falando sobre o último conto da antologia, Renascer, então para não perder esse gran finale, siga-me no Facebook, TwitterInstagram e continue a receber as novidades do blog!
Uma boa semana e até a próxima!

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