segunda-feira, 20 de março de 2017

Conto #10 - Gasolina

    Oi pessoal! Tudo bem? A última semana foi tão boa que quase não consigo acreditar. Estou pedindo a Deus para que venham mais como ela por ai de tão boa que foi. O sumiço de alguns bloqueios criativos, momentos felizes, a virada do tempo... Ah, como eu amo frio. Rezarei para que continue assim.
      Mas vamos lá! Hoje, prosseguindo com a série Por trás de A Verdadeira Morte, eu vou escrever sobre o décimo conto do livro, que foi um dos mais trabalhosos desde o começo, mas que mesmo assim eu não me arrependo de ter trabalhado. Com vocês, Gasolina!



   Gasolina foi concebido desde o princípio como um conto que tinha a pretensão de ser grande, extraordinário, e essa foi uma meta que me levou bastante tempo para ser concluída. "Até onde uma mãe é capaz de ir por sua filha?", essa era a pergunta chave da história, a questão que eu queria aprofundar a cada página. A verdade, porém, é que isso não deu muito certo quando eu comecei a escrever o conto ainda em 2015, na primeira parte do processo criativo do livro. Eu ainda estava me adaptando, pesquisando e aprendendo a desenvolver contos na época, sem falar que, por mais que eu quisesse abordar essa questão da importância que o filho possui na vida de uma mãe, eu não tinha uma base firme para falar sobre o assunto, então não consegui escrever muita coisa logo de início.
     Porém, logo que comecei a fazer pesquisas para o livro, eu busquei focá-las para que eu pudesse prosseguir com a escrita de Gasolina. Li alguns blogs, busquei em alguns e-books sobre a experiência transformadora de ser mãe, mas o que mais me ajudou foi, sem sombra de dúvida, as conversas que tive. Conversas com diversas mães, de diversos tipos e estilos de vida diferentes. Foi a primeira vez que eu fiz uma pesquisa de verdade para que eu pudesse escrever sobre alguma coisa, e eu gastei um bom tempo com isso: anotações no celular, entrevistas por Skype, conversas no WhatsApp, busca por diversos grupos de Facebook... Eu me senti como um verdadeiro jornalista. Cada palavra valia ouro e eu parecia estar numa mina cheia dele, da qual eu não queria mais sair.
    Durante o tempo em que pesquisei para Gasolina, outros contos foram escritos, mas por mais que eu escrevesse e me envolvesse com outros assuntos, ele continuava lá: como seção do meu caderno de ideias, arquivo na minha pasta de contos, como conversa destacada no WhatsApp e, sem sombra de dúvida, como a verdadeira morte que eu queria mostrar. É o conto de maior impacto do terço final do livro, e, em termos de tamanho, é o maior da coletânea inteira!
    Muitos acham que Gasolina se tornou um conto grande de forma proposital, mas não foi bem assim. Conforme a história se desenvolvia dentro da minha cabeça, eu percebi que não seria possível que ele fosse pequeno como Armadura de Ferro ou de tamanho médio como Grito (de Guerra). Teria de ser grande o suficiente para contar aquela história, passar aquela mensagem e conseguir mostrar aquelas emoções. E acabou que sim, o conto se tornou enorme, preenchendo 38 páginas do livro, e acabou se tornando a minha maior dor de cabeça na hora de montar a lista final de contos...
     Para se ter uma ideia, na primeira lista final, haveria um conto chamado Acabou pra Você entre Gasolina e A Caminhada. Demorou para mim perceber que: a) os três não funcionavam juntos; e b) o quarto final do livro estava muito arrastado, com Renascer sendo o único ponto firme naquele momento. Em setembro, eu percebi que precisava tirar um deles do livro, e foi uma decisão que se arrastou em mim até o começo de outubro, semanas antes do livro ser lançado. Automaticamente, fui contra tirar A Caminhada, simplesmente porque eu não acreditava que houvesse melhor precedente para Renascer do que ele, então se tornou outra ponta firme nessa história. Com isso, eu poderia retirar Gasolina e adicionar um conto mais curto ou retirar Acabou pra Você e não adicionar nenhum. Não é preciso dizer qual decisão eu tomei.
     Gasolina se tornou um pedaço essencial na trajetória de A Verdadeira Morte, além de ser uma grande história, e desde o primeiro momento em que concebi o livro, uma das maiores dúvidas que eu tinha era se eu seria capaz de escrever e adicionar ao livro uma história como essas. No fim das contas, eu fui, e esse é um dos meus maiores méritos.

     Bem pessoal, espero que tenham gostado do post de hoje, já que ele deu um certo trabalho! Estou muito feliz por estar sendo capaz de manter as postagens da série em dia. E semana que vem tem mais! Estaremos um passo mais perto de encerrar a série, falando sobre um dos meus favoritos da segunda parte do processo criativo, o ambicioso A Caminhada. E fiquem ligados: é provável que essa semana haja post novo aqui no blog, então não deixe de acompanhar as minhas redes sociais para mais novidades, hein!
     Obrigado e até a próxima.

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