segunda-feira, 27 de março de 2017

Conto #11 - A Caminhada

Oi pessoal! Tudo bem com vocês? As últimas semanas estão passando muito bem para mim, e apesar de um certo cansaço, eu não consigo evitar passar por aqui para escrever alguns posts de vez em quando. Semana passada mesmo foram três posts! Quem dera eu pudesse repetir esse feito todas as semanas... Mas já que muitas vezes um post por semana é o máximo que consigo fazer, é melhor que esse post seja bem feito, como o de hoje, por exemplo.
Dando continuidade à série Por Trás de A Verdadeira Morte, hoje vamos falar do penúltimo conto da coletânea. Trata-se de uma história sobre crescer, amadurecer e um dos pontos finais que eu coloquei na reta final da antologia. Com vocês, A Caminhada:


quinta-feira, 23 de março de 2017

Opinião: A Chave de Sarah - Tatiane de Rosney

  Oi pessoal! Tudo bem? Hoje estou de volta, dessa vez para fazer algo que já não faço há bastante tempo aqui no blog: dar minha opinião sobre um livro. Percebi que não tenho feito apoiado literatura tanto quanto eu gostaria nos últimos tempos mesmo lendo o tanto que eu leio, já que eu tenho que dar devida atenção aos meus próprios projetos, fica difícil resenhar livros para o blog. Mas prometo que, a partir de abril, eu vou tentar resenhar pelo menos duas das minhas leituras mensais aqui no blog.
   Mas já que ainda estamos em março, eu decidi botar esse meu plano em prática, resenhando um dos melhores livros que tive o prazer de ler esse ano. Com vocês, A Chave de Sarah.

terça-feira, 21 de março de 2017

Opinião: Vic Triunfo - Caio Tozzi

    Oi pessoal! Tudo bem? Essa semana tem sido muito boa para mim, e o cansaço ainda não bateu forte em mim, e espero que eu consiga segurar os bocejos até sexta-feira, mas enfim...
     Todos sabem como é raro termos mais de um post por semana aqui no blog, mas essa semana, decidi vir aqui mais uma vez para dar minha opinião sobre essa última peça que vi. Estou falando de Vic Triunfo, monólogo em cartaz e assunto do post de hoje. Vamos lá?

Nome da Peça: Vic Triunfo
Autor original: Caio Tozzi
Diretor: Caio Tozzi
Elenco: Renata Bortoleto
Classificação: 12 anos
Tempo de Duração: 70 minutos
Horários: Sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 19h. Em cartaz de 03/03 à 26/03.
Local: Viga Espaço Cênico - SP
Preço: R$30 (inteira); R$15 (meia-entrada).

Sinopse: O monólogo VIC TRIUNFO conta a história de Victória, uma mulher que carrega em sua vida o feito de ter vencido a morte três vezes, mas que descobre que sobreviver não significa nada e passa a buscar um novo caminho para entender sua existência. Após oito anos de carreira como atriz, esta é a primeira vez que Renata Bortoleto sobe ao palco em um solo. A produção também marca a estreia de Caio Tozzi na direção e na dramaturgia de montagens teatrais, ele que é escritor, roteirista e diretor de documentários, como A vida não basta.


Opinião


    Eu nunca tinha assistido um monólogo na minha vida.
    Pronto, falei. Apesar de sempre ter admirado bastante a arte do teatro, eu nunca havia visto um monólogo. Pelo menos, não antes do último domingo (12/03), quando, dando continuidade à minha meta de ir mais ao teatro esse ano, eu fui , pela segunda vez consecutiva, ao Viga Espaço Cênico. O fato é que eu gostei bastante desse teatro, que apesar de simples, é muito bonito e bem decorado. Dessa vez, decidi levar uma amiga junto comigo. Por termos ido num domingo, a peça começou mais cedo, às 19h, e a apresentação ocorreu dentro da Sala Piscina, um espaço menor para 40 pessoas. Lá, quase todos os lugares lotados. Eu e minha amiga ficamos na segunda fileira, bem no meio, com uma visão plana e linda de tudo o que estava para acontecer.
     O cenário era bem simples; a iluminação e música, também; o elenco contava com apenas uma atriz com apenas um figurino durante todos os 70 minutos de peça, e muito ficava à cargo da imaginação do espectador. Com toda essa simplicidade aparente, é difícil prever, inicialmente, o quão longe Vic Triunfo consegue chegar em sua proposta de retratar a vida e os dilemas de uma mulher que superou a morte três vezes, mas que continua confusa sobre si mesma e sua existência, apesar de ter tudo o que poderia querer.
     O que mais chama a atenção nos setenta minutos de peça é, sem dúvidas, a atuação de Renata Bortoleto. Quando se trata de um espetáculo composto por apenas uma atriz, é praticamente impossível deixar a peteca cair na hora H. Ciente disso, Renata consegue, desde o começo, chamar a atenção do público que a assiste. Mais do que isso, há momentos em que você sente ela falar com você, diretamente para você, e é possível sentir a aflição e o drama da personagem Vitória desde o princípio. Ponto para a escolha. A criatividade, desde as escolhas de narrativa até ao figurino e iluminação, também é outro ponto bem trabalhado, uma vez que o tom um pouco mais cartunesco da peça não escapa do nosso olhar desde o primeiro momento.
      O roteiro também merece destaque. Certas escolhas técnicas, quase minimalistas, fazem toda a diferença, tanto nos diálogos com outros personagens/público, como na hora de guiar a história pelo devido caminho, nos aprofundando na história da personagem e em seu universo sem quebrar o ritmo da peça, esta, alias, que encontra o seu único defeito ai: a duração.
       Embora não hajam pontas soltas e a maioria daquilo que começa termina na mesma cena, no final, há a impressão de que Vic Triunfo poderia ter seguido por uma linha um pouco mais reta e objetiva para alcançar o seu objetivo, considerando que um ou dois momentos soaram desnecessários, e não auxiliaram em nada para que o público captasse a mensagem da peça. Talvez um espetáculo de uma hora ou menos fosse o suficiente.
       No fim, Vic Triunfo não consegue ser perfeito, mas é uma ótima pedida para qualquer um que esteja a fim de ver um bom monólogo. Eu mesmo nunca havia visto um, e confesso que veria de novo. Que tal conferir e pedir por mais uma temporada, hein? O espetáculo está em cartaz até o dia 26/03. Não perca essa chance!

segunda-feira, 20 de março de 2017

Conto #10 - Gasolina

    Oi pessoal! Tudo bem? A última semana foi tão boa que quase não consigo acreditar. Estou pedindo a Deus para que venham mais como ela por ai de tão boa que foi. O sumiço de alguns bloqueios criativos, momentos felizes, a virada do tempo... Ah, como eu amo frio. Rezarei para que continue assim.
      Mas vamos lá! Hoje, prosseguindo com a série Por trás de A Verdadeira Morte, eu vou escrever sobre o décimo conto do livro, que foi um dos mais trabalhosos desde o começo, mas que mesmo assim eu não me arrependo de ter trabalhado. Com vocês, Gasolina!

segunda-feira, 13 de março de 2017

Conto #9 - Orgulho e Paciência


  Oi pessoal! Tudo bem? Eu tive uma semana interessante! Espero que março seja realmente melhor do que fevereiro foi, porque sinceramente, estou cansado de tantas lágrimas... (haha).
  Bem, hoje eu estarei dando continuidade à série Por Trás de A Verdadeira Morte, dessa vez falando sobre um conto um pouco mais brando e sem um climax explosivo como em Imperfeição ou A Última Homenagem. Estou falando de Orgulho e Paciência, nono conto da antologia e aquele que você confere agora:


  Orgulho e Paciência é, sem sombra de dúvida, o meu conto mais pessoal na antologia. Conta a história de uma jovem garota que tem uma amiga e que gosta muito dela, mas que de uns tempos pra cá, não sabe mais como prosseguir com aquela relação instável que é sempre prejudicada pelo orgulho e impaciência de sua amizade.
   Eu escrevi essa história em fevereiro do ano passado a partir de uma amizade eu tive e já durava cerca de dois anos. Foi imediatamente depois que esse amigo explosivo e temperamental, mas do qual eu gostava muito por suas qualidades, me disse algo terrível, uma coisa que me deixou muito triste mesmo, porque ele ofendeu da pior maneira possível uma das melhores decisões que eu havia tomado em minha vida, tudo isso porque ficou com raiva e não soube como agir ou se controlar, e o fato é que não havia sido a primeira vez. Nós estávamos nessa corda bamba já havia algum tempo e continuamos nela por mais algum tempo após o conto ser escrito, até que eu finalmente vi que eu não poderia, de forma alguma, ser honesto ou opinativo com essa pessoa, e cortei laços por completo com ela. Mas antes disso, eu escrevi esse conto, na noite após o ocorrido, como um desabafo de como eu me sentia.
   Em princípio eu busquei expressar a sensação que eu tinha por conta da nossa amizade, porque eu sentia que ela estava morrendo aos poucos, e fiz de tudo para mostrar isso no conto. Escrevi o conto inteiro naquela noite, só fazendo a revisão depois e acrescentando algumas coisas, a primeira delas sendo a perspectiva feminina.
   A princípio por ser uma história que eu vivi, eu fiz tudo através da perspectiva masculina, porque era o mais natural para mim. Mas quando me surgiu a ideia de que o conto poderia ser publicado junto em A Verdadeira Morte por ele simbolizar a morte emocional - ou a morte de uma amizade -, eu tratei de mudar o ponto de vista, porque eu achei que o conto fosse algo que o público feminino em seus 14, 15 anos de idade pudesse se identificar mais do que o masculino da mesma faixa-etária, e acho que foi uma decisão sábia da minha parte.
   Como disse há algumas semanas, Orgulho e Paciência é, junto com Não se Mova, o conto que mais se difere do tema principal de A Verdadeira Morte, por focar totalmente na morte emocional, e ambos precisam de uma atenção maior para que seu lugar no livro seja entendido, uma vez que eu não o coloquei apenas porque ele é importante pra mim, e sim porque ele quer dizer alguma coisa.

Bem pessoal eu espero que vocês tenham gostado. Semana que vem o post será um pouco mais cumprido, especialmente porque eu estarei falando do conto mais longo da antologia: Gasolina. Obrigado pela atenção e até a próxima!

segunda-feira, 6 de março de 2017

Conto #8 - A Última Homenagem

  Oi pessoal! Tudo bem? A semana de carnaval já passou e uma nova começou... Que Deus me dê energia para fazer tantas coisas, ainda nem consegui voltar ao pique de trabalhar e estudar, mas ainda essa semana irei conseguir, tenho certeza!
   E hoje eu irei falar de um conto bem curto, mas com uma história curiosa por trás. Pra se ter uma ideia, ele é o mais curto da antologia, mas ainda assim há muito mais do que poucas palavras atrás de uma história como essas. Com vocês: A Última Homenagem.


  A Última Homenagem retrata exatamente aquilo que o nome entrega: é a última homenagem, o último que uma pessoa faz em nome de outra. No caso, é a história de uma jovem garota que perdeu a mãe, e que decide fazer uma breve, última homenagem àquela pessoa que ela tanto amava.
  Algo que eu aprendi durante a criação de A Verdadeira Morte foi que a homenagem é algo que faz parte do luto. Recortes e colagens de fotos; video-montagens do entes queridos; textos com memórias sobre o falecido, tudo isso pode ser considerado uma homenagem, e num mundo com redes sociais ainda por cima, é muito comum vermos aqueles grandes textos que familiares e amigos de alguém fazem após a sua morte, o que é um ato lindo e demonstrado aqui, só que em uma profundidade maior.
   Assumo que a ideia de fazer um conto para A Verdadeira Morte com foco total em uma homenagem surgiu cedo, mas foi executado tarde. Eu pensei nisso ainda na primeira parte do processo criativo, mas só me sentei para escrever algo do tipo em março/abril. A ideia era também fazer algo um pouco mais longo, porém quando eu escrevi A Última Homenagem, eu preferi mirar em algo curto e impactante, além do que, com contos mais longos como Gasolina e A Caminhada já escritos, e com Grito (de Guerra) já na primeira revisão, eu sabia que escrever outro conto mais longo deixaria o livro bem mais longo do que eu desejava, então me veio a ideia de A Última Homenagem: um conto pequeno, dividido em duas partes, uma do funeral e outra da homenagem si.
  Fiquei incerto de onde o conto deveria ter ficado na lista de contos desde o início, e se ele sequer deveria ter incluso ali, mas quando eu estava finalizando, eu percebi que aquilo que A Última Homenagem representa não poderia ser substituído por qualquer outro conto que eu havia escrito, sem falar que, como eu disse anteriormente, é um conto curto e impactante, então pra mim era essencial.

  Gostaram do post de hoje? Espero que sim! Lembrando que ainda não acabou, pois semana que vem eu estarei de volta para falar de mais um conto, outro narrado em perspectiva feminina, mas mirando um pouco mais na morte emocional: Orgulho e Paciência. Até a próxima segunda!