terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Conto #3 - Grito (de Guerra)

Oi pessoal! Tudo bem? Sinceramente acho que estou enlouquecendo. Isso ou os hormônios da adolescência estão berrando bem mais alto do que nos últimos 17 anos, porque minha falta de criatividade e concentração nesse começo de ano foi, e pode continuar sendo, uma queda feia pra minha autoestima. Ano novo sempre me deixa mais sensível, e parece que isso só vai ficando pior janeiro após janeiro...
Mas enfim! Estou determinado a fazer desse ano um dos melhores para mim e me "curar" de todos os problemas que 2016 me trouxe. E nada melhor do que me comunicar um pouco com vocês, principalmente ao falar sobre o conto de hoje, um dos meus favoritos de toda a antologia. Com vocês, Grito (de Guerra).



A história fala sobre Nicholas, um garoto de quatorze anos que tem que se mudar do interior de São Paulo para o Rio de Janeiro com seus pais por conta de uma proposta de trabalho que foi dada ao seu pai, e lá ele sofre pra se adaptar
De todos os contos, Grito (de Guerra) foi um dos que eu passei mais tempo escrevendo. Ele passou por muitas edições e eu tive um certo "bloqueio" na hora de prosseguir com a história, talvez por ela não ser 100% fictícia. Eu escrevi a história, primeiramente, em março, num dia livre que eu tive, mas não me parecia certo lançá-la daquele jeito. Eu não achei que havia uma boa história ali, muito menos uma história que mostrasse todo o drama de uma pessoa como o Nicholas (personagem principal), que sofre bullying, está passando por momentos muito difíceis em relacionamentos amistosos, familiares e tem que lidar com tudo isso ao mesmo tempo em que passa por essa fase louca que é a adolescência. 
Pensando nisso eu comecei a ler e reescrever ao mesmo tempo. Eu lia a história, e quando eu tinha uma ideia que eu considerava boa, eu colocava dentro do conto. Digamos que na minha primeira vez que eu escrevi o texto eu estava sob muita expectativa gerada por mim mesmo, porque aquele deveria ser o texto. É claro que não deu muito certo, então na segunda passagem eu decidi tomar total liberdade. Apesar de ser um conto baseado em história real, eu não podia me sentir preso ao escrevê-lo, até porque isso não faria bem a minha obra, então eu adicionei coisas que me foram ditas por aquele em quem o conto foi baseado e que eu não havia adicionado antes, e coisas fictícias.
Nem tudo foi aproveitado porque nem tudo nessa vida dá certo, mas eu escrevi bastante coisa, e mesmo que certas coisas tenham sido cortadas do texto final, acredito que o fato de o conto ser um dos maiores da antologia deixa em evidência que o tamanho da história não era a coisa mais importante pra mim nesse projeto, e sim a qualidade, e esse pensamento vinha de dentro de mim, estava ali sempre quando eu escrevia como uma força maior que me guiava, e foi algo que contribuiu e muito para o resto da antologia, já que alguns contos, como Gasolina, têm dezenas de páginas, e A Última Homenagem possui pouco menos de 5.
Eu espero mesmo que eu tenha feito jus a história daqueles - e principalmente daquele - no qual eu me baseei para escrever essa Grito (de Guerra), porque eu tenho um enorme amor por essa história e um grande respeito pela história dessa pessoa, e ambos os momentos, o de ouvir e o de escrever, são coisas que eu vou guardar para vida.

Espero que tenham gostado pessoal! Apenas queria me desculpar por não poder ter postado esse aqui mais cedo; acho que devem ter notado que, realmente, não está sendo fácil pra mim nesses últimos dias, mas eu ainda assim queria que lessem essa matéria sobre Grito (de Guerra). Só lembrando que o "por trás dos contos" estão todos prontos gente, mas como vocês já devem ter percebido, eu gosto de fazer essa introdução falando como eu estou em todos os posts, até para vocês saberem um pouco mais sobre mim né galera.
Bem, não esqueçam de curtir a minha pagina no Facebook e no Twitter viu? E nos vemos semana que vem com o post de A Parte Fria da Amizade!

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