segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Conto #2 - Armadura de Ferro

  Bom dia pessoal! Tudo bem? O fim de ano sempre acaba me transformando numa pessoa muito mais sensível do que eu realmente sou, e nesse último dezembro, no auge dos meus dezessete anos, não foi muito diferente. Posso dizer que, pela primeira vez em muito tempo, eu tive o privilégio de poder ser um homem mais egoísta e pensar um pouco mais em como eu sou hoje e em quem eu quero ser amanhã. Eu ainda não tenho certeza de nada daquilo que eu quero pra 2017 e "dúvida" é a palavra do mês para mim, mas de certa forma, tudo isso me leva de volta àquilo que eu escrevi em A Verdadeira Morte, o que nos leva àquilo que eu escrevei aqui e agora.
  Enfim, vamos lá! Hoje eu darei continuidade a minha série de matérias que começou semana passada, que busca explicar a criação de cada um dos contos de A Verdadeira Morte. Enquanto no último post eu falei sobre (Intro) Nostalgia, neste eu estarei focando no primeiro conto da antologia: Armadura de Ferro.



  A Verdadeira Morte seria, inicialmente, uma coletânea de contos dramáticos e românticos, e isso em parte se deve a Armadura de Ferro porque, querendo ou não, o conto foi o primeiro que escrevi que conseguiu sobreviver até o corte final da antologia (uma vez que Acabou pra Você foi cortado de última hora), justamente pela força que ele possui, e o isso o tornou a base para a primeira parte do processo criativo do livro; onde tudo começou e de onde tudo veio.
  A história, como eu já disse diversas vezes aqui no blog, fala sobre um jovem rapaz que perdeu seu melhor amigo na ceia de natal, e que mesmo depois de um ano não consegue conviver com isso. A ideia era abordar dois temas ao mesmo tempo: a dor da perda de um amigo na adolescência e o quão inesperadamente algumas coisas podem acontecer em nossa vida. Essa temática dupla, aliás, é algo que mostra bem o legado de Armadura de Ferro dentro do livro, porque nele não é incomum dois ou mais temas dividirem espaço no mesmo conto (A Parte Fria da Amizade) ou haver um contexto principal com vários sub-temas anexados a ele (A Caminhada).
  Não tem nada de extraordinário por trás da criação desse conto, porque naquele momento, eu era apenas um escritor querendo escrever. Claro que todos os contos que eu escrevi desde setembro de 2015 eram escritos no intuito de serem incluídos em A Verdadeira Morte, mas seria uma grande mentira dizer que eu planejei escrever esse conto ou que o momento fosse propício: estávamos em outubro, o clima bem quente, eu estava com uma garrafa d'agua no descansa copos e um ventilador de mais de 10 anos bem do meu lado. Para alguns pode parecer uma história tipo "uou", mas pra mim era só mais uma sessão de escrita que durou cerca de algumas horas, e se saísse alguma coisa boa eu utilizaria aquilo ao máximo, senão... Bola pra frente, sempre haveriam mais mil palavras no dia seguinte.
   Mas graças a Deus saiu algo muito bom de Armadura de Ferro, e eu devo quase um ano inteiro e inacreditável da minha vida ao fato de eu ter escrito esse conto, porque ele precedeu muito daquilo que foi escrever o livro. Depois desse conto, eu comecei a falar mais e mais com pessoas em busca de histórias, experiências e memórias, e tudo isso compôs o livro. Hoje ele está ai, pronto, e não é o meu favorito, mas foi o primeiro passo perfeito.

  É isso pessoal! Espero que tenham gostado da matéria de hoje. Lembrando que Armadura de Ferro está disponível para leitura online e também para download em PDF e EPUB. Clique aqui para conferir.
  Uma boa semana a todos!

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