segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Conto 1# - (Intro) Nostálgia


Oi pessoal! Como vocês estão? Eu não poderia estar em maior êxtase por conta do lançamento do meu novo livro, A Verdadeira Morte. Foi tanto trabalho, tanta dedicação e esforço dado a ele que o que eu tenho é a sensação de um sonho sendo realizado. Muito obrigado mais uma vez a todos aqueles que fizerem desse projeto algo possível.
Mas vamos direto ao assunto desse post. Eu vim aqui anunciar que, a partir de hoje, eu irei estar compartilhando com vocês a criação de cada um dos contos da antologia. Mais precisamente, vou contar sobre a ideia por trás dele e como ele foi concebido e criado no meio desse longo período de um ano que se passou desde o primeiro rascunho do primeiro conto criado, tudo isso a partir de um post por semana, todas as segundas. Devo dizer que temos um longo caminho pela frente levando em conta que o livro possui exatos 12 contos, então que tal começarmos?

Quando eu comecei a escrever para A Verdadeira Morte, eu não tinha um molde. Eu não tinha ideia de como compôr uma antologia e nem de como poderia apresentar uma ao público, eu apenas escrevia as ideias que me vinham a mente. Mas a verdade é que sempre pensei em começar tudo com uma introdução (ou no caso, "intro"), algo que pudesse introduzir o leitor a essa nova obra e que funcionasse como um prólogo.
Eu admito que sempre achei uma grande ideia apresentar esse livro ao leitor ao invés de jogá-lo em seu colo dizendo "leia!". Apesar disso, eu confesso que me faltou ideias para escrever a tal introdução, e isso continuou por um longo tempo, acho que mais tempo do que eu achei que demoraria, pois na minha cabeça seria algo que eu poderia fazer em cinco minutos, mas depois eu vi que incorporar uma obra inteira, principalmente uma criada por mim, num simples conto seria mais um desafio para mim.
Com isso eu acabei adiando tanto a escrita de (Intro) Nostalgia que esse capítulo se tornou uma das últimas coisas que eu fiz para o livro. Ele só acabou saindo quando todos os outros contos já estavam prontos e eu comecei a ler eles na ordem em que estariam para o livro. Nessa leitura, eu acabei me lembrando de algumas coisas pelas quais eu passei e vi durante a criação da antologia, e percebi que todos os personagens/pessoas eram muito ligados as suas lembranças, e que não houve uma só pessoa que estivesse envolvida na criação desse livro que não entregava um olhar de nostalgia.
E foi ai que eu tive a brilhante ideia de transformar essa emoção generalizada na introdução do meu livro. Eu havia idealizado esse conto como um momento chocante e emocionante, mas o resultado foi algo muito mais simples e pacifico, sendo mais um instante de preparo mental do que uma enxurrada de emoções como eu havia planejado, e acho que foi por isso que eu demorei tanto tempo pra escrevê-lo antes, porque eu acabei esquecendo como menos muitas vezes pode significar mais, tanto na literatura como na morte.

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