quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Guia para A Verdadeira Morte - Parte II

  Oi pessoal! Tudo bem? Sabe, a última semana foi bem complicada, meu tempo está bastante escasso, mas eu faço questão de aproveitá-lo o máximo que posso. Aqui por exemplo: é muito bom poder falar sobre A Verdadeira Morte com vocês, pois eu depositei tanta energia e empenho nesse trabalho que saber que gostaram dos contos até agora é a minha maior recompensa.
  E por falar nos contos já lançados, hoje eu venho para dar mais detalhes sobre eles aqui, fazendo um resuminho básico sobre como e quando eles foram criados. Ao todo, foram três lançamentos desde o ano passado que eu fiz especialmente para que vocês tivessem uma ideia de como será o livro em si. Lembrando que não haverá o lançamento de um quarto conto, uma vez que o livro será lançado em poucos dias.
  Enfim, vamos falar desses três contos, ou como gosto de chamar, a "Trindade A Verdadeira Morte".

A Trindade



  A começar pela razão de tais lançamentos. A princípio, eu achei a ideia de lançar contos antecipando A Verdadeira Morte um pouco arriscada, mas quanto mais eu pensava, mais eu tinha certeza de que era o certo a fazer, pois eu não queria deixar meu público esperando tanto por um novo material meu sendo que eu poderia lançar trechos da obra, no caso contos, antecipadamente.
  Inicialmente, eram para terem sido apenas dois contos promocionais: um em novembro e o outro em fevereiro, Porém, com o adiamento de A Verdadeira Morte e o meu brainstorming pessoal em janeiro desse ano, o lançamento do segundo conto também foi adiado e um terceiro conto foi lançado. Abaixo, eu falarei sobre cada um deles ordenando por data de lançamento.

Armadura de Ferro

   Armadura de Ferro foi lançado no dia 22 de novembro de 2015 como o primeiro conto promocional através da Amazon.
   O conto foi uma escolha óbvia para mim desde o princípio: é uma história bastante natural que representa bem como é perder um amigo e não conseguir superar sua partida, sendo uma mensagem quase que universal a todos aqueles perderam alguém. Na época, era o conto mais equilibrado da antologia, estando longe de ser o mais brando, bem como de ser o mais agressivo. No entanto, achei que a história seria um excelente ponto de partida tanto para quem não conhecia minha arte quanto para quem me já me via como autor de fantasia.
   Armadura conta a história de um garoto que perdeu um grande amigo na véspera de Natal, e que mesmo depois de um ano, não conseguiu superar sua morte. Eu escrevi o conto em questão de poucas horas, e foi a segunda história que fiz que acabou indo para o corte final do livro.
  Lembro-me que foi mais ou menos em outubro quando o escrevi num momento bem comum de quando eu tinha dezesseis anos: eu estava com o ventilador ligado em cima de mim, morrendo de calor, e então abri o Word e decidi escrever alguma coisa. Não há uma grande história por trás de sua criação, eu apenas queria escrever alguma coisa, mas não sabia do que, então deixei as ideias fluírem em minha mente. Uma ou duas horas depois eu tinha o básico pronto, mas então editei a história cerca de dez vezes depois disso, acrescentando um pouco mais de profundidade na história.
   Eu sabia que o livro demoraria algum tempo até sair. Na época, havia apenas quatro meses desde o lançamento de A Luz de Cada Mundo, mas eu já estava com a cabeça em outro projeto e queria que as pessoas tivessem uma prévia daquilo que eu estava encarando como uma evolução em minha escrita, e o único conto que eu consegui pensar em lançar foi Armadura de Ferro.
  Isso porque é um conto que passa uma mensagem singela, porém importante, sem falar que é o único que na época eu tinha certeza que estaria na antologia, pois ele trazia a tona um tipo de enredo que eu gostaria que meus leitores lessem e entendessem.
  Certo, não é meu conto preferido, mas é o melhor representativo da antologia em si. Se eu pudesse escolher de novo, o trocaria apenas por Grito (de Guerra), mas levando em conta de que eu ainda não havia escrito esse conto na época, não me arrependo da escolha que fiz.

Imperfeição

   Imperfeição foi lançado no dia 19 de março de 2016 como o segundo conto promocional na Amazon.
   Lançar esse conto como o segundo promocional de A Verdadeira Morte foi uma decisão difícil. Para falar a verdade, fiquei em duvida se lançaria esse ou Gasolina, mas quando percebi que o último era um pouco forte demais para ser revelado como uma prévia, abracei Imperfeição e fiz o possível e impossível para que as pessoas o lessem, uma vez que o resultado final tinha agradado tanto a mim quanto a muitas das pessoas ao meu redor e Armadura de Ferro não havia obtido tanto êxito em seu lançamento.
   O conto fala sobre uma garota que não consegue expressar seus sentimentos por um rapaz, e que mesmo após tantas oportunidades para tal, ela deixa a timidez, a vergonha e o medo de ser rejeitada se colocarem acima da sua vontade de ir atrás do que quer.
   Pelo que eu já conversei com minhas amigas mulheres, posso dizer que é uma situação bastante comum entre garotas de 13 a 17 anos, talvez até mais do que isso, então usar tal circunstância para atrair o leitor até a história foi importante para que ele sentisse o impacto da mensagem.
  Acho que é o primeiro romance que escrevi desde que terminei minha fanfic The Love Story há alguns anos. A verdade é que não há comparação: naquela época eu era um garoto que estava apenas brincando com sua própria imaginação e escrevendo sobre o que achava que o amor era, enquanto hoje eu não vivo mais tanto na base do achismo, pois senti na pele como é amar e já tenho minha bagagem - pequena, mas vale - de namoros nas costas. Acho que isso e o fato de eu ter mais amigos namorando do que solteiros me ajudou a compôr um clima mais realista para a história.
   Já com relação a mensagem dele, é fácil pra mim dizer que Imperfeição é o conto que deixa sua moral da forma mais clara na antologia: somos nós que fazemos nosso tempo, e aproveitá-lo só depende de nós. Simples. Só que a forma como ela é colocada acaba por acentuar o quão importante isso é.

Grito (de Guerra)

  Grito (de Guerra) foi lançado no dia 19 de agosto de 2016 como o terceiro e último conto promocional na Amazon.
  A história é uma das mais longas da antologia, com mais de 20 páginas, e possui um desenvolvendo maior do que os dois contos anteriores, sendo que eu considero-o um dos clímax do livro.
  A obra fala sobre Nicholas, um garoto que cresceu no sul de São Paulo e que se mudou para o Rio de Janeiro, onde não conhece ninguém. Ele tenta se adaptar de todas as formas, mas vários conflitos no novo local acabam levando o garoto a cogitar o suicídio com uma arma roubada. Sem dúvidas é o conto mais pesado da antologia.
  Eu comecei a escrevê-lo mais ou menos em março; não me lembro exatamente em qual dia, mas lembro-me bem de ter sido numa madrugada. Eu não dormi antes de terminá-lo. Mostrei-o para alguns amigos meus e a maioria adorou o conto, mas a verdade é que eu não estava contente com o meu próprio trabalho, então dois meses depois, mais ou menos em junho, eu acabei reescrevendo-o.
  Usei grande parte daquilo que já estava escrito como base e reescrevi a história em cima daquilo. Adicionei muita coisa mesmo. Lembro que o enredo original era bastante simples e era uma história bastante reflexiva que seguia os moldes de Imperfeição em quesito de continuidade. Não que fosse uma coisa ruim, só não era o que eu queria para esse conto específico.
  No fim, eu coloquei muito mais carga dramática, o que triplicou o número de páginas. Não foi algo proposital, eu só estava lendo o conto e acrescentando ideias que vinham na minha cabeça e que achavam que iriam funcionar. Obviamente não foi tudo que funcionou, mas isso a gente exclui sem problemas. O importante é tentar, pois alguma hora algo dará certo, e no final das contas, deu, uma vez que posso dizer que esse é um dos meus contos prediletos dentro da antologia.

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