segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Guia para A Verdadeira Morte

  Oi pessoal! Tudo bem? Já faz algum tempo desde que nos falamos pela última vez. O porquê é simples: eu consegui um emprego e com isso estou mais ocupado do que nunca, até porque ainda tem a escola e a inevitável vida pessoal. Mesmo assim, venho utilizado todo o tempo que tenho disponível afim de escrever, e assim, finalizar meu segundo livro de vez, para que vocês possam lê-lo o mais rápido possível. E venho aqui hoje justamente para lhes dizer que sim, A Verdadeira Morte está pronto.
  Conforme julho e agosto progrediam e o meu tempo estava escasso, acabei por levar as coisas com bastante calma para que o livro pudesse estar impecável para novembro, e só soube quando finalizei, ontem, os últimos detalhes técnicos. Estou pronto para a próxima pessoal, e para confirmar isso, nada melhor do compartilhar com vocês os detalhes desse meu novo projeto. Vamos lá?

Em geral

  O primeiro conto que lancei da antologia, Armadura de Ferro, foi lançado em novembro do ano passado. No entanto, esse não foi nem de longe o primeiro conto que escrevi para o livro.
  Era mais ou menos junho quando eu criei uma conta na Amazon ano passado para publicar A Luz de Cada Mundo, eu acabei aproveitando os 30 dias gratuitos de Kindle Unlimited para ler algumas obras publicadas por lá através do tablet da minha irmã. As obras eram, em sua maioria, contos, que variavam muito em questão de gênero: foram dramas, suspenses, histórias de terror, romances... Enfim, foram bastante.
  Quando A Luz de Cada Mundo foi finalmente publicado no final de julho, confesso que fiquei tentado a escrever a continuação do livro. E escrevi. Bom, pelo menos o seu conceito, mas dai resolvi que era melhorar deixar as idéias sobre a continuação amadurecerem antes de escrevê-la, bem como fiz com o primeiro. A partir daí, tudo o que eu escrevia pareciam idéias incríveis, mas não eram coisas com as quais eu gostaria de trabalhar na época. Eu cheguei a escrever capítulos de outras histórias, mas eles nunca se desenvolveram por completo, e ainda tenho várias ideias paradas, tanto em meu caderno de anotações, quanto em minhas fichas do Word.
  Isso continuei até a metade de setembro, quando eu escrevi meu primeiro conto: Janeiro, uma história que fala que, da mesma forma que os mesmos meses sempre chegam de forma diferente ano após ano, nós também podemos mudar ano após ano, mês após mês, semana após semana até. É um conto bem reflexivo e de mudança, e me lembro de ter escrito ele durante uma noite quente em que estava com insônia e não consegui dormir.
   A partir daquele momento, eu me entusiasmei por escrever histórias curtas. Elas me permitiam experimentar, treinar minha escrita e evoluir como escritor de uma forma que as histórias longas nunca me permitiram, porque enquanto num conto você senta na cadeira e depois de algumas horas - ou dias - já tem um resultado, com livros você precisa passar meses focado no mesmo enredo, algo que me cansou depois de fazê-lo todas as semanas por quase três meses. Digamos que eu precisei dos contos para me revitalizar como escritor.

1ª parte do Processo Criativo

  Eu gosto de dividir o processo criativo de A Verdadeira Morte em duas partes, e essa primeira parte começou - como já foi dito - em setembro, e durou mais ou menos até janeiro/fevereiro.
  Eu classifico essa fase como o momento em que saíram os contos mais "pesados" da coletânea, isso porque eu não estava escrevendo nada de brando, subjetivo ou de leve digestão nessa época. O conceito era um só: representar como nos sentimos em relação às mortes de amigos e parentes. O título representava a dor por trás da morte, pois por mais que uma pessoa possa morrer a qualquer momento, quem irá sentir a verdadeira morte quando ela se for não será essa pessoa em questão, e sim seus entes queridos. Eles é que precisarão conviver com a agonia da morte de um amigo e com a dor de perder aquela pessoa especial.
  Pensando nisso, eu tentei representar diversas situações relacionadas a alguma perda, que podem ter acontecido no passado, presente ou futuro da narrativa. Tudo era puramente relacionado a morte, e não havia duplo-sentido ou segundos intenções por aqui. Pode-se dizer que o primeiro período foi um pouco mais fiel àquilo que a morte realmente é, sendo também o mais amargo e agressivo. Alguns dos momentos mais pesados da antologia, como Armadura de Ferro, Gasolina e Acabou Pra Você, surgiram nesse período de cinco meses junto com mais 30 contos, mas em ambas as partes, foram poucos os contos que entraram no resultado final.

2ª parte do Processo Criativo

  Ou se você preferir pode chamar de "a parte que causou o adiamento da antologia". Lembram-se de que, desde o lançamento de Armadura de Ferro eu comentava sobre a grande possibilidade um lançamento no primeiro semestre desse ano? Pois bem...
  O plano inicial era divulgar o projeto todo a vocês no começo de março e lançar a antologia no final de maio. Eu tinha até começado a fazer uma capa na época, mas a verdade é que, como disse num post publicado em março, eu havia escrito muita coisa boa, mas não achava que aquele era o resultado que eu desejava. Vendo que eu precisaria de mais algum tempo para experimentar dentro do tema, eu adiei a antologia em janeiro mesmo, mesmo sem nenhuma direção concreta do que fazer.
  Escrevi pela última quinzena de janeiro inteira tentando encontrar uma nova direção para a obra. Eu estava de férias na época, mas quase não vi a luz do sol, uma vez que fiquei grande parte do meu janeiro procurando novas ideias para a antologia. Foram escritos cerca de 15 contos nesse período de 20 dias, mas apenas Orgulho e Paciência foi parar na lista final do livro.
  Passei bastante tempo procurando inspiração, e nos dias 6 e 7 de fevereiro, eu finalmente a encontrei em Imperfeição.
  Acabei ficando um pouco mais vidrado do que deveria na palavra "amor", me questionando como ele acontecia, o que ele era. Ao mesmo tempo, eu estava um pouco revoltado com as pessoas reclamando da falta de tempo toda hora, pois nem sempre é impossível conseguir tempo para certas coisas, apenas é difícil. Então uni o útil ao agradável e criei o conto em dois dias, que classifico com um divisor de águas entre ambas as partes do processo criativo.
  Essa segunda parte do processo criativo durou de fevereiro até agosto, e leva a morte de forma mais ampla, trazendo traumas e conflitos internos para o tema principal. Isso sem falar que a partir desse conto, eu parei de abordar a morte apenas como algo físico, considerando também a morte intelectual e emocional. Assuntos como depressão, bullying (Grito (de Guerra)), decisões difíceis (A Caminhada) e amadurecimento (Não Se Mova) foram acrescentados, e eu classifico essa parte como mais "emocional", tendo grande carga dramática e assuntos mais diversos do que na primeira parte.
  Nesse período, escrevi um total de 38 contos, mas também foram poucos os acrescentados na antologia. Mas foram esses poucos contos que ajudaram a completar a identidade da obra.

Gente, por hoje é isso! Semana que vem vou continuar com os posts, mas por hora, comentem! Digam o que acharam! Suas opiniões valem muito para mim.
Obrigado. 

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