terça-feira, 20 de outubro de 2015

Vida Voraz.

  Chorar pela vida de outra pessoa; qualquer pessoa, um amigo querido que partiu ou alguém com uma ligação espiritual com você. É a única forma que encontro de chorar sem parecer mais um adolescente idiota, mas nem assim sou respeitado como deveria. Lagrimas caem, mas a dor não passa. Eles dizem que certas coisas são bíblicas, estão destinadas a acontecer, estão destinadas e nada se pode fazer para impedi-las. A morte é uma delas...
  Com certeza a morte é inevitável; não tem como negar: a hora de todos chegará. Mas e quando a morte é evitável, e chega mais cedo? A dor se torna mais profunda? Mais lagrimas irão cair por conta de alguém que partiu cedo demais para o gosto de outra pessoa? Eu não sei. Sei que quanto mais penso nas pessoas que matei, mais eu tenho gosto de dizer que não o farei mais... Ledo engano, pois mesmo sem querer, eu continuo matando dia após dia. É um vício que eu posso controlar, mas não quando eu não posso me controlar.
  Quando eu pude, eu estava quente por dentro, agora meu coração está em pedra, e risadas poderão me fazer esquecer por um tempo, mas se tem uma coisa que aprendi é que a hora do jantar sempre tem que chegar, mais cedo ou mais tarde.
  Talvez daqui alguns anos eu possa respirar de novo, sem peso nas costas e dor no coração, mas até lá eu terei mais gritos dentro de mim; gritos de alguém que não teve chance de se salvar.

  Assino minha confissão: sou um assassino. E você? Já matou hoje?

Nenhum comentário:

Postar um comentário